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andLINFA partilha experiência e visão estratégica no Ciclo de Mentoria em Comunidade da ACAD

Da prática à estratégia: pensar o futuro em conjunto foi o tema da segunda e última sessão do Ciclo de Mentoria em Comunidade, realizada a 14 de maio de 2026, no âmbito do Programa de Mentoria da 7.ª Edição da ACAD – Academia para a Capacitação das Associações de Doentes (2025–2026).

Depois de uma primeira sessão dedicada ao funcionamento interno das associações de doentes, este segundo encontro promoveu uma reflexão sobre a forma como as práticas associativas, as experiências adquiridas e as decisões tomadas no presente influenciam o futuro e a sustentabilidade das organizações.

A sessão contou com os contributos de Manuela Lourenço Marques, Presidente da andLINFA|Associação Nacional de Doentes Linfáticos, e de Joaquim Brites, Presidente da APN, que partilharam as suas experiências e perspetivas sobre os desafios da gestão associativa e o papel das organizações de doentes na sociedade.

A reflexão centrou-se em quatro dimensões fundamentais:

  • Definição de prioridades e caminhos de atuação, procurando identificar as necessidades mais relevantes das pessoas representadas, estabelecer objetivos e orientar as decisões de acordo com a missão e os recursos de cada associação.
  • Construção de uma visão de futuro, refletindo sobre o papel que as associações pretendem desempenhar, os desafios que terão de enfrentar e as oportunidades para reforçar a sua intervenção.
  • Sustentabilidade organizacional e estratégica, considerando a importância de uma gestão responsável, da autonomia, da continuidade das atividades e da capacidade de adaptação a novas realidades.
  • Trabalho em rede e posicionamento nos ecossistemas da saúde e do setor social, valorizando a cooperação entre associações, profissionais de saúde, instituições e decisores, bem como a participação efetiva dos representantes dos doentes nos processos de decisão.

Ao longo da sessão, foi valorizada a importância de olhar para além das necessidades imediatas e de construir estratégias que permitam às associações desenvolver uma intervenção consistente, autónoma e sustentável.

A sustentabilidade de uma associação não se mede apenas pela sua capacidade financeira, mas também pela clareza da sua missão, pela definição de prioridades, pela confiança que constrói e pela capacidade de trabalhar em conjunto com outros parceiros.

Para a andLINFA, a participação nesta iniciativa representou uma oportunidade de partilhar a experiência adquirida no trabalho associativo, na representação dos doentes e na colaboração com diferentes entidades nacionais e internacionais.

Foi igualmente uma ocasião para reforçar a importância de reconhecer as associações de doentes como parceiros essenciais dos sistemas de saúde e do setor social, cuja experiência e conhecimento devem ser considerados na definição de estratégias, na organização dos cuidados e na construção de políticas mais próximas das necessidades reais das pessoas.

Pensar o futuro das associações de doentes é, também, pensar na forma como podemos contribuir para uma sociedade mais participativa, inclusiva e equitativa.

A andLINFA agradece à organização da ACAD o convite e a oportunidade de contribuir para este espaço de reflexão e partilha, que reforça a importância da capacitação, da cooperação e do fortalecimento do movimento associativo de doentes em Portugal.

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