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Combater a desinformação no lipedema foi destaque no congresso mundial

O Congresso Mundial sobre Lipedema, realizado em Roma, nos dias 5,6,7 e 8 de Novembro 2025, reuniu especialistas, profissionais de saúde e associações de doentes para debater os avanços científicos, o diagnóstico e os tratamentos desta doença, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde em 2022 e que afeta cerca de 10% da população feminina, embora, decerto, afete muito mais.

Entre os palestrantes do evento esteve a participação de Manuela Lourenço Marques, presidente da andLINFA e membro da direção (board member) da Lipedema World Alliance, que foi convidada pela organização para apresentar uma reflexão sobre “How to defend ourselves against fake news”. Na sua intervenção, chamou a atenção para as inúmeras informações falsas que circulam sobre o lipedema, incluindo alegadas “curas milagrosas”, reforçando o papel fundamental das associações de doentes na divulgação de informação credível, bem como na sensibilização e proteção dos doentes.

O congresso contou ainda com a presença de 18 associações de doentes provenientes de 17 países, evidenciando o crescente movimento internacional em torno da doença. A andLINFA teve uma participação ativa, integrando vários projetos colaborativos que se pretende implementar num futuro próximo, com o objetivo de melhorar o apoio aos doentes e promover o desenvolvimento de respostas mais eficazes.

Ao longo do encontro, especialistas partilharam evidências de que o lipedema é uma doença hereditária e distinta da obesidade, discutindo novas linhas de investigação genética, possíveis marcadores biológicos e abordagens terapêuticas. Nos casos mais avançados, a cirurgia personalizada – particularmente a lipoaspiração – foi apontada como uma das opções, embora os especialistas defendam que as abordagens conservadoras devem ser consideradas numa fase inicial do tratamento.

Foram também debatidos temas como comorbidades associadas, recomendações nutricionais, terapias físicas e o potencial uso de medicamentos, como por exemplo GLP-1, cuja aplicação ainda requer mais estudos. O evento reforçou a necessidade de políticas de saúde mais estruturadas e de maior investimento em investigação para melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas.

O Congresso reuniu mais de 870 participantes de 40 países e deverá regressar dentro de dois anos, provavelmente nos Estados Unidos, mantendo o compromisso de promover a partilha de conhecimento e o avanço na compreensão e tratamento do lipedema.

a andLINFA agradece ao Dr Sandro Michelini o ter disponibilizado o relatório do Congresso a que presidiu:

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